Farol de Esperança

Nos passados dias 18-20 de Julho, decorreu, na ilha do Faial, a 43.ª Assembleia Geral da Associação Baptista Açoreana (ABA). Foi um tempo de bênção, pela forma hospitaleira e amorosa com que fomos acolhidos, porque revimos amigos de longa data e conhecemos vários irmãos, de entre os representantes de 4 igrejas Baptistas dos Açores: Igreja Evangélica Baptista da Horta, Primeira Igreja Evangélica Baptista de Ponta Delgada, Igreja Evangélica Baptista de Angra do Heroísmo e a nossa igreja.

No ano em que a ABA celebra o seu 50.º Aniversário, fomos desafiados pelo lema “Santificados para Proclamar”, tendo como referência o texto de João 17:17: “Santifica-os na verdade; a tua palavra é a verdade.” Nos três momentos de celebração congregacional, o orador convidado, Pr. Rui Sabino, levou-nos a considerar a forma como as nossas vidas devem estar alinhadas com a vontade e a Palavra de Deus, sendo essa Palavra o próprio agente santificador em cada um de nós.

Para além das decisões de teor mais administrativo, também houve oportunidade para partilharmos o que temos visto Deus realizar nas nossas comunidades. A nossa igreja partilhou sobre a recente alteração ao modelo de liderança, as celebrações dos 50 anos de vida e o novo desafio de sermos “Igreja Enviadora”, para o projeto Missionário no Japão.

Apraz-nos também registar a decisão de reconhecer o direito de cada igreja decidir sobre a consagração feminina ao ministério pastoral, na salvaguarda do princípio Batista da autonomia da igreja local, aceitando a cooperação entre igrejas com diferentes pontos de vista. Esta decisão não obriga nenhuma das igrejas a reconhecer o ministério pastoral feminino, mas permite a continuação da cooperação, entre as igrejas. Por outras palavras, mais do que forçar uma posição oficial a favor ou contra, concordámos em declarar que podemos continuar a caminhar juntos, apesar da diversidade de opiniões sobre este assunto.

Esperamos que, à luz do símbolo da própria ABA, este momento constitua um Farol de Esperança num futuro em que a visão acerca da mulher é transformada e redimida pelo Evangelho. Apesar de sermos poucos e com reduzido impacto a nível nacional, esperamos que esta decisão seja também um primeiro passo para uma nova abertura das igrejas Baptistas à possibilidade de cooperação, neste cenário.

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